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Marketing Digital: Planejamento de curto prazo garante boas vendas para o Natal

Épocas sazonais, como Dia das Mães, dos Pais, das Crianças e o próprio Natal são excelentes para movimentar o mercado de e-commerce, mas podem também se tornar grandes armadilhas para o lojista que não estiver bem preparado. Isso porque, com a intenção de aumentar o faturamento, são comuns grandes investimentos em marketing digital. O problema é que eles nem sempre são feitos por profissionais de mercado, o que gera um alto custo para pouco resultado.

Para quem pretende garantir um bom faturamento na temporada pré Natal é importante saber que não só é possível, como é essencial desenvolver um planejamento de marketing digital a curto prazo. O investimento diversificado, mas sem estratégia, pode ser um verdadeiro tiro no pé. Nessa época há um aumento considerável de empresas que procuram esse serviço, o que faz com que os preços dos canais de divulgação online fiquem inflacionados. É a lei da oferta e da procura.

Utilizando o Google como referência, pois ele é um dos maiores geradores de trafego para 90% dos e-commerces, notamos o que acontece com o valor pago nos lances de algumas palavras-chaves nesse período. Funcionando como uma bolsa de valores, quanto mais empresas compram uma determinada palavra-chave, mais cara ela passa a ser. Dessa forma, as palavras que são consideradas mais atrativas tendem a ter o seu preço muito inflacionado. Para contornar essa situação, é possível comprar algumas dessas palavras alguns meses antes, assim quando chegar a época de Natal, a campanha do anunciante já terá um bom histórico e estará melhor posicionada.

Para aqueles que pensam que não há nada a ser feito nesses dois meses que faltam até a data festiva, não há motivo para desespero. O foco deve ser em potencializar o que está em funcionamento e não em montar uma nova estratégia – principalmente se esta não for desenvolvida e acompanhada por um profissional especializado. Vale lembrar que nessa época as grandes empresas trabalham com estratégias mais agressivas, como por exemplo, oferecendo frete grátis, dificultando a atividade de empresas menores.

Outra tática que pode render bons resultados é a diferenciação. Deixar a loja virtual customizada, com a temática natalina é uma forma simples – porém eficiente - de chamar a atenção do consumidor. O mesmo vale para a disponibilidade de produtos sazonais, que têm mais saída nessa época. Embalagens e kits especiais de Natal também são boas opções, já que mostram o cuidado da loja em oferecer não só um produto de qualidade, mas que também se preocupa com a apresentação do embrulho.

E que tal aproveitar que está em ambiente online para utilizar a seu favor ferramentas gratuitas disponíveis? Invista em promoções nas redes sociais de sua loja virtual ou mesmo ofereça descontos do tipo: compre 3 e pague 2.

Outro ponto relevante e que fará diferença na hora de conquistar consumidores é estabelecer uma relação que vá além da comercial. Mostre que sua loja se preocupa com o feedback e satisfação da compra. Deixe claro também, que a loja faz trocas caso se faça necessário. Parecem detalhes, mas estas podem se tonar grandes barreiras no momento de decisão.

Depois de conquistar as tão disputadas vendas, outra preocupação que o lojista de pequeno e médio porte deve ter em mente é a questão do prazo de entrega - principalmente no período de final de ano, em que há maior demanda. Mais de 80% das empresas dependem do Correios, ou seja, é preciso prever possíveis atrasos nas entregas, e já ter um plano B, como manter uma empresa de logística parceira na reserva.

Como é possível notar, são diversas questões que devem ser levadas em conta, e que fazem do marketing digital um dos grandes responsáveis para melhorar a conversão dos e-commerces. No entanto, o ideal é não deixar para pensar em melhoras somente na época do Natal, e sim tornar essa ferramenta um aliado da empresa durante o ano todo. Assim, a loja virtual consegue chegar nessa época com a plataforma de e-commerce preparada para receber maior volume de trafego e gerar mais vendas.

Artigo encaminhado por Eduardo Sani, consultor de Marketing Digital da Uselink (www.uselink.com.br) e desenvolvedor do programa de 14 semanas baseados no modelo de performance europeu.  Já foi responsável por trabalhos digitais do Grupo Pão de Açúcar, Cyrela e Fastshoes  e teve passagens pelo Grupo TV1 e Inter.net.


Vamos criar uma campanha digital?

Uma campanha digital compreende um conjunto de ações coordenadas para gerar desejo e interesse, experiência da marca e relacionamento.

Por Iuri Brito

Quando falamos de uma campanha, estamos falando de um conjunto de ações coordenadas, por um tempo determinado, para se alcançar um objetivo. Simples assim, seja para sua empresa, produto, político ou para síndico do prédio. Não invente, não complique.

Quando o assunto é web, continuamos com o mesmo conceito: precisamos saber por que vamos fazer, como vamos fazer e por quanto tempo. Continua simples, certo? Acredite, com mais de uma década atuando no mercado web nacional, prêmios por aqui (Brasil) e outros lá (UK, Alemanha ou Coreia), o que mais você encontra são promessas, correrias e muito pouco de planejamento, ações sincronizadas e números significantes no final.

Para ajudar você, sua empresa, seu cliente ou mesmo na vida profissional, vou cortar um pouco o marquetês (dialeto embelezador) por uma década de experiência dentro e fora do Brasil no melhor estilo keep simple.

Então, vamos fazer uma campanha digital?

Qual a sua campanha?
Para iniciar, vamos entender o que você é e o que quer, certo? Me responda em 3 ou 4 palavras: qual é o seu negócio? (ou como ele gera dimdim).

Apenas isso. Sabendo a resposta, você conhece seu público, sabe qual mercado e então pode descrever o que quer para o ano, quanto pode ou pretende investir e o que espera conquistar.

Sim, você sempre precisa saber o quanto vai investir para saber o quanto quer ganhar. Apenas lembre que você tem concorrentes e nesse momento eles estão fazendo o mesmo.

Ok! Entendido o que quer, quanto investir e o que pretende conquistar, vamos para nossa campanha. Uma campanha digital, como falamos, compreende um conjunto de ações coordenadas.

Para facilitar esse entendimento, vamos separar nossas ações em três tipos: desejo (ou ações para gerar interesse), experiência da marca (o que você oferecemos ao público visitante) e relacionamento (tudo aquilo que fazemos para manter o público interessado).

Vamos lá, para repetir o mantra: desejo-experiência-relacionamento. Simples?

Definidos o negócio, mercado, objetivo e verba, sabendo que você precisa de ações para criar desejo, experiência de marca e relacionamento, agora é remangar a camisa e exigir da sua agência uma estratégia bacana, com ações coerentes que mostrem como tudo vai chegar ao objetivo.

Pense em um ano inteiro de trabalho, investimento – ações – resultado. Entendidos? Então vamos à prática.

1. Como criar desejo?
Uma campanha digital envolve um ciclo continuado de ações, que inicia sempre por criar desejo, ou seja, tudo aquilo que você faz para promover ou divulgar. Por exemplo, quando você coloca uma roupa legal para sair com seus amigos (embalagem), se apresenta a uma nova pessoa (anúncio) ou mesmo quando pede para sua amiga falar de você para aquela menina (buzz marketing). No mundo digital, essas ações são, por exemplo, o site ou um blog da empresa, as redes sociais, o posicionamento no Google, e por aí vai.

2. Qual a experiência de marca?
Continuando o clico de ações, experiência de marca é tudo aquilo que você oferece ao seu cliente para interagir com sua marca, seu produto. Por exemplo, naquele mesmo bar, imagine que sua amiga te apresentou, fez um ótimo buzz e gerou interesse. Então lá vai você para uma conversa, paquera, beijo me liga. Seja lá o que você fez, qual foi a experiência desse contato? Positiva, negativa, rolou um telefone? Qual notinha você ganhou?

No mundo web, experiência de marca é tudo que você oferece ao usuário para que ele possa interagir, seja um site diferenciado, game divertido, aplicativo para o celular ou mesmo loja virtual. Interagiu com a marca, anote como experiência.

3. E o relacionamento?
Se você criou desejo e garantiu uma boa experiência, relacionamento é tudo que você faz para manter a porta aberta para mais ações de criar desejo e, assim, gerar seu ciclo de interação com cliente. Seja com criar desejo-experiência-relacionamento, ou divulgação-venda-pós-venda, ou ainda, um oi-telefone-jantar, relacionamento envolve conhecer o cliente, ter um canal criado e manter o contato ativo.

Em nossa campanha web você tem várias opções para relacionamento, seja um blog com conteúdo relevante para o seu cliente, um Twitter divertido, mail marketing interessante ou mesmo sua página no Facebook. Independente das opções que você escolher, o importante é ter um canal aberto com o cliente para novas ações de desejo e experiência.

Prontinho! Se você seguiu a receita, agora deve ao menos saber qual o seu negócio, verba que pode investir, o que pretende alcançar e no mínimo, 5 ações para criar desejo, experiência de marca e relacionamento, você está começando a falar de campanha digital, planejamento anual, verba, ROI… Enfim, seja bem-vindo.

Obs: Se você entendeu os 3 conceitos de criar desejo, experiência e relacionamento, você acaba de ter uma aulinha de branding. Com essa aulinha, veja seu site ou projeto digital nessas 3 fases e em cada uma, anote e analise as ações. Você vai se surpreender como vai ser simples saber se a menina do bar está sabendo que você existe, se ela teve uma boa experiência e claro, se você mantém um relacionamento continuado.

O comércio eletrônico continua bem, obrigado

O comércio eletrônico brasileiro já tem 27 milhões de consumidores e a expectativa de crescimento para o segundo semestre é de 26%.

Por Mauricio Salvador


O Brasil aprendeu em 2008 que as crises globais que são anunciadas nos jornais não são necessariamente as mesmas vivenciadas nas ruas do país. Enquanto o mundo assistiu à queda de bancos e indústrias americanas, por aqui a “marolinha” bateu fraca nas compras de final de ano.

Em 2011 a coisa não parece ser diferente. A expectativa de crescimento do comércio eletrônico brasileiro para o segundo semestre é de 26%. Nada mal para um mercado que já tem mais de 27 milhões de consumidores.

Mesmo no varejo físico, as expectativas para o trimestre mais importante do ano, são animadoras. Segundo Alberto Serrentino, sócio sênior da GS&MD, os balanços do 2º trimestre publicados pelas empresas mostram forte crescimento em vendas absolutas e em lojas comparáveis, como Magazine Luiza (+37% e +14,4%), Arezzo (+21%), Marisa (+25% e +10,8%) e Grupo Pão de Açúcar (+10% e +9,3%).

Ainda segundo Serrentino, a confiança dos consumidores, que teve seu menor nível em outubro de 2008, recuperou-se e atingiu o pico histórico em novembro de 2010 e segue em patamar elevado.

Para Marcos Gouvêa de Souza, diretor geral da GS&MD, existe uma visão muito distinta entre varejistas e instituições financeiras. Ao menor sinal de possíveis turbulências econômicas, o instinto de auto-preservação das empresas financeiras pede medidas restritivas de crédito, com redução de prazos de financiamento, aumento de taxas e de restrições para concessão de crédito, que funcionam como elementos desestimuladores de consumo.

Marcos completa que para os varejistas o raciocínio tende a ser o contrário, pois, com alguma sinalização de redução de vendas, tendem a usar o crédito como elemento alavancador de consumo, buscando ampliar prazos, oferecer planos mais estimuladores e induzir o consumidor a ir às compras.

Voltando a 2008, no último trimestre, período de maior influência da crise, o comércio eletrônico brasileiro cresceu 30%. Mesmo nos Estados Unidos, epicentro da crise, o crescimento do ecommerce foi de 6%, caminho inverso de todos os índices de outros setores, que apresentaram declínio.

Ferramentas como comparação de preços, entrega expressa e avaliações de outros consumidores, se mostram importantes catalisadores na decisão de compra das pessoas, mais desconfiadas em época de crise, se estão realmente fazendo um bom negócio.

Para o final de 2011, os consumidores já mostram sinais de que continuarão comprando, seja no off ou no online. Para a indústria e os varejistas brasileiros, resta assistirem a crise nos jornais, quase que em ritmo de telenovela, enquanto se preparam para mais um período de aumento nas vendas.


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